eleições 2026

SP: Tarcísio e Haddad não apresentam propostas específicas para LGBTQIA+

Os planos de governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), primeiro e segundo colocados nas pesquisas para o governo de São Paulo, não apresentam medidas específicas para a população LGBTQIA+.

Levantamento da Diadorim identificou que, entre os cinco planos de governo disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas Vera Lúcia (PSTU) e Carlos Machado (PCB) apresentam medidas específicas para essa população.

Tarcísio faz uma menção genérica à diversidade sexual, mas não detalha ações ou serviços. Vivian Mendes (UP) e Haddad não fazem referência à população LGBTQIA+ nos programas. Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir), que aparecem como concorrentes na página do TSE, não tinham planos de governo disponíveis no site.

A análise da Diadorim buscou nos documentos termos como “LGBT”, “LGBTfobia”, “diversidade sexual”, “pessoas trans”, “nome social” e “identidade de gênero”.

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Tarcísio repete abordagem genérica

Candidato à reeleição, Tarcísio menciona o combate ao preconceito contra a “diversidade sexual” por meio de “Planos de Promoção à Cidadania”. O documento, porém, não detalha ações práticas ou serviços destinados especificamente à população LGBTQIA+.

A abordagem é semelhante à identificada pela Diadorim nos orçamentos do estado. Em 2024 e 2025, ações de diversidade sexual ficaram dentro do Programa 1730, “Cidadania Emancipatória e Direitos Humanos”, sem metas ou valores exclusivos para a população LGBTQIA+. Em 2026, os recursos específicos identificados vieram de emendas parlamentares.

Segundo colocado nas pesquisas, Haddad não faz referências diretas à população LGBTQIA+ nem aos termos correlatos pesquisados — apenas cita a palavra “orientação”.

O que propõe quem incluiu a agenda LGBTQIA+

Vera Lúcia defende a “aplicação de uma política estadual severa de combate à LGBTfobia, com punição agravada quando cometida por agentes do Estado”.

O plano também prevê “cotas trans nas universidades estaduais e concursos públicos” e “atendimento integral de saúde especializada para pessoas trans pelo SUS”.

Carlos Machado propõe a criação de uma “Política Estadual de Enfrentamento aos Crimes de Ódio” para investigar a LGBTfobia. Seu programa também prevê campanhas públicas de conscientização articuladas com as áreas de segurança e educação.

Violência contra LGBTQIA+ crescem em SP

A ausência de medidas específicas na maioria dos planos ocorre em meio ao aumento das denúncias de violência contra pessoas LGBTQIA+ em São Paulo.

No primeiro quadrimestre de 2026, as denúncias ao Disque 100 cresceram 70% no estado, passando de 714 no mesmo período de 2025 para mais de mil registros.

São Paulo também concentra o maior número acumulado de assassinatos de pessoas trans e travestis entre 2017 e 2025. Foram 155 mortes no período, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

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