Desfile das escolas do Grupo Especial, no Sambódromo do Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Desfile das escolas do Grupo Especial, no Sambódromo do Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
cultura

15% dos integrantes das escolas de samba de SP são LGBTQIA+, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a Liga das Escola de Samba de São Paulo, mostrou que 15% das pessoas que desfilam ou trabalham nas escolas de samba paulistanas do Grupo Especial se autodeclaram LGBTQIA+.

O instituto entrevistou 1752 pessoas, entre os dias 11 e 21 de janeiro. As entrevistas ocorreram nos ensaios das escolas no Sambódromo do Anhembi e nas quadras. O estudo foi encomendado pela cerveja Amstel. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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Além da autodeclaração, a pesquisa também perguntou o quanto os integrantes das escolas se sentem acolhidos nas agremiações. A maioria (99%) disse “sinto que posso ser quem sou na escola de samba que desfilo ou trabalho”: 93% concordam plenamente com a afirmação e 6% concordam em parte.

Também foi perguntado se as escolas de samba são locais que respeitam as identidades de gênero. De acordo com a pesquisa, 99% das pessoas concordam que as escolas de samba são locais acolhedores para os frequentadores, e 93% dizem que podem se sentir livres para serem quem realmente são.

O levantamento também apontou que 81% dos entrevistados apoiam a diversidade de gênero, cor, raça e orientação sexual nas suas escolas de samba. O resultado revelou ainda que a maioria dos integrantes é feminina: 55% são mulheres, 43% homens e 1% não-binárias. A população negra representa 54% (30% pretas e 24% pardas) do total, em comparação com 44% de pessoas brancas.

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