

A All Out vai selecionar dez ativistas LGBTI+ de todo o Brasil pra participar da versão presencial da Rede de Mobilização LGBT+. O evento, que acontece de 2 a 4 de dezembro, em Brasília, discute maneiras de usar a internet pra fortalecer a militância dessa população no país. As inscrições para concorrer a um das vagas estão disponíveis no site da organização até 23h59 de 6 de novembro.
Durante um final de semana, com 20 horas de atividades, os participantes vão aprender elementos de uma campanha de mobilização online, como criar mensagens de impacto e utilizar design e vídeo como ferramentas de mobilização, além de receber dicas para produção de conteúdo nas redes sociais.
As vagas abertas são gratuitas e os selecionados terão todos os custos de hospedagem, transporte e alimentação bancados pela All Out. Para concorrer, é preciso morar no Brasil, falar português fluente, ser maior de 18 anos, ter disponibilidade pra participar de todos os encontros e já participar ou ter participado de atividades ligadas ao ativismo LGBTI+.
A All Out é uma organização de defesa dos direitos LGBTI+, com atuação em diversos países — incluindo o Brasil.
Em setembro, a All Out em parceria com as Havaianas divulgaram uma pesquisa, feita pelo Datafolha, mostrando que ao menos 9,3% da população brasileira com 16 anos ou mais se identifica como LGBTI+. Isso representa um total de 15,5 milhões de pessoas ao redor do país. Entre os mais jovens, o índice de identificação com a sigla chega a 18%.
Segundo a pesquisa, 9,3% dos brasileiros se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, pansexuais, assexuais, trans, travestis, não binários ou intersexuais. O nível de identificação é maior entre os jovens: 18% dos brasileiros de 16 a 24 anos e 13,2% dos entre 25 e 34 se consideram LGBTI+, em comparação com 5,3% na faixa etária de 60 anos ou mais.
Os percentuais também são maiores nas regiões metropolitanas (10,9%) do que no interior (8,2%), e entre brasileiros com ensino superior (11,3%) do que com ensino fundamental (7,4%). Já o fator de renda não apresentou grandes variações, indo de 9% nas classes D e E a 9,6% nas A e B.
Bissexuais representam a parcela mais numerosa da população brasileira, 2,7%, seguida por trans e travestis (1,7%), gays (1,6%), lésbicas (1,2%), intersexuais (0,98%), assexuais (0,9%), pansexuais (0,9%) e não binários (0,8%).
Foram entrevistadas 3.674 pessoas com idade a partir de 16 anos, entre maio e junho deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais.